Árbitro sensação na Rio 2016 registra marca Rosário do Brasil e vira estrela em torneios de boxe

De desconhecido a fenômeno das arquibancadas: Rosário do Brasil transformou brincadeira da Rio 2016 em marca registrada Durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, um árbitro de boxe entrou no ringue sem imaginar que sairia dali como uma das figuras mais lembradas daquela edição olímpica. Jones Kennedy Silva do Rosário, até então […]

De desconhecido a fenômeno das arquibancadas: Rosário do Brasil transformou brincadeira da Rio 2016 em marca registrada

Durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, um árbitro de boxe entrou no ringue sem imaginar que sairia dali como uma das figuras mais lembradas daquela edição olímpica.

Jones Kennedy Silva do Rosário, até então conhecido apenas pelo nome de carreira, tornou-se uma sensação entre os torcedores após uma luta sem participação brasileira. O apoio espontâneo das arquibancadas criou o personagem “Rosário do Brasil”, nome que ele adotou oficialmente e registrou como marca.

Uma década depois dos Jogos, o paraense continua atuando no boxe e carrega uma história única de popularidade construída sem dar um único golpe.

Torcida transformou árbitro em celebridade durante a Olimpíada

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A cena aconteceu no dia 16 de agosto de 2016, no Pavilhão 6 do Riocentro, durante uma semifinal olímpica da categoria meio-pesado.

Os atletas Joshua Buatsi, da Grã-Bretanha, e Adilbek Niyazimbetov, do Cazaquistão, se preparavam para o combate quando o público percebeu que o árbitro seria brasileiro.

No telão aparecia o último sobrenome do juiz: Rosário.

A partir daí, a torcida decidiu transformar o árbitro em protagonista da noite, criando cantos e brincadeiras que rapidamente viralizaram.

Momento marcou o auge da carreira do árbitro

A luta que consagrou Rosário aconteceu pouco antes do combate que garantiu a medalha de ouro ao brasileiro Robson Conceição no peso-leve.

A coincidência aumentou ainda mais a repercussão da história e fez com que o árbitro ganhasse reconhecimento dentro e fora do Brasil.

Após a Olimpíada, Jones Kennedy passou a ser reconhecido em eventos de boxe pelo apelido criado pela torcida.

Segundo ele, a experiência mudou sua trajetória profissional.

“A Rio 2016 foi o apogeu da minha carreira. Fui comparado ao Neymar, uma coisa espetacular”, afirmou.

Gritos da arquibancada deram origem ao “Rosário do Brasil”

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Entre as frases entoadas pelos torcedores estavam:

“Rosário é melhor que Neymar”;

“Rosário é sinistro”;

“1, 2, 3, 4, 5 mil, quem manda nessa p… é o Rosário do Brasil”.

Sem entender inicialmente o motivo da comemoração, Jones Kennedy chegou a pensar que a torcida estava chamando seu nome de forma diferente.

“Ao subir no ringue, ouvi falarem ‘Rosário, Rosário’. Inclusive, algumas vezes, eu pensei: ‘será que estão me chamando de otário?’. Depois, quando cheguei à sala dos juízes, todos estavam gritando meu nome. Aí eu fui me dar conta de que não era ‘otário’, e sim ‘Rosário’”, contou o árbitro.

Nome virou marca registrada após sucesso internacional

O impacto da história foi tão grande que Jones Kennedy decidiu transformar o apelido em parte oficial de sua identidade.

O árbitro criou uma empresa e registrou a marca “Rosário do Brasil”.

Desde então, continua participando de torneios de boxe e sendo reconhecido por fãs que acompanham suas aparições nos ringues.

Dez anos depois, legado permanece no boxe

Mesmo sem ser um atleta de competição, Rosário do Brasil conquistou um espaço raro no esporte: tornou-se conhecido por sua presença dentro do ringue.

Atualmente, além de atuar como árbitro, ele também exerce funções de dirigente no boxe e mantém contato com admiradores que fazem questão de registrar encontros durante competições.

A história criada pela torcida da Rio 2016 mostra como um momento inesperado pode transformar uma participação olímpica em uma trajetória marcada pela memória dos fãs e pela identidade construída no esporte.