Presidente defende acordo com empresa do jogador e garante que contrato é “de confiança mútua” apesar de garantias e condições
O Santos Futebol Clube vive um momento delicado fora de campo ao reconhecer uma dívida de R$ 90,5 milhões com a NR Sports, empresa ligada ao atacante Neymar. Apesar do cenário financeiro, o presidente Marcelo Teixeira classificou o acordo como uma “parceria de sucesso” e demonstrou confiança na continuidade do vínculo.
O débito está relacionado aos direitos de imagem do camisa 10 e foi renegociado por meio de um aditivo contratual firmado no fim do ano passado. O plano prevê o pagamento de parte da dívida em parcelas iniciais ao longo de 2025, enquanto o restante será quitado em prestações mensais até o início de 2030, com correção monetária.
Como garantia do acordo, o clube colocou o CT Meninos da Vila como respaldo jurídico. Além disso, o contrato prevê cláusulas rígidas: em caso de atraso, o Santos pode ser obrigado a quitar imediatamente uma parte significativa da dívida.
Outro ponto sensível envolve o cenário político do clube. A continuidade do parcelamento está condicionada, entre outros fatores, à permanência de Marcelo Teixeira na presidência e ao futuro modelo de gestão do Santos — incluindo a possibilidade de transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Mesmo diante dessas condições, o dirigente minimizou riscos e reforçou que não há disputas judiciais entre as partes. Segundo ele, o acordo foi construído com base na confiança e no interesse comum de fortalecer o clube e os projetos envolvendo o jogador.
O contrato de Neymar com o Santos é válido até dezembro de 2026, e, segundo a diretoria, a expectativa é de que a parceria siga independentemente de mudanças na gestão, desde que os compromissos financeiros sejam cumpridos.



